quarta-feira, 26 de novembro de 2008


Caderno de intervenções:
Um objeto que hoje ganhou vários nomes dentre eles você deve ter ouvido algum. Caderno de desenho, sketchbook, handmade book, diário gráfico e o que eu atualmente uso para os meus, cadernos de intervenções, estes são os nomes mais populares do objeto livro.
De onde vem e quem criou?
É difícil afirmar com exatidão, pois assim como tudo que nasce no meio underground, nasce simultaneamente em lugares diversos e sob uma mesma condição "a necessidade". Por isso fica mais fácil falar genericamente que os primeiros registro de uso deste "caderno" foi na Europa a quase 600 anos atras. Porém por muito tempo esquecido, visto que so quem os utilizava e os valorizava eram seus respectivos donos, os artistas e artífices. Ao que se sabe eles utilizavam os cadernos como registro gráfico das ideias, elaborando esboços e linhas de pesquisa e desenvolvimento de projetos, e tinham as mais variadas modalidades de artistas que usavam o caderninho.
... Chegando nos dias atuais, a modalidade de registro gráfico passou a ser considerada como obra em carater continuo, onde o artista registra com as mais variadas técnicas seus pensamentos, ilustrando-os de forma as vezes muito complexas e incopiaveis. Por isso ganham o status de obra de arte.

Pessoalmente me utilizo dos diários gráficos para registro e estudo de obras, porem alguns deles se sobressaem e ganham vida própria e passam a ser vistos e manipulados de forma diferente, onde nascem os cadernos de intervenções, pois não se trata mais de apenas registrar um pensamento na forma gráfica, agora é valendo mesmo, cada rabisco do mais despretensioso ao mais calculado, agora tem peso de obra final, cabendo ao artista o desejo de parar ou continuar com as aplicações técnicas na conquista dos resultados desejados.
Uma segunda característica que comecei a reparar, foi a do preenchimento não linear, visto que alguns cadernos são confeccionados a mão (costurados, grampeados ou colados), o que lhes garante mais tato, onde em um insite o artista preenche com texturas, rabiscos aleatórios, e desenhos inacabados até se esgotar, para depois voltar aos desenhos anteriores e conclui-los.

Este passa de mão em mão, são artistas diferentes, utilizando um mesmo meio de comunicação, onde um começa um desenho e outro acaba em momentos diferentes.

entre em contato: experimentosurbanos@gmail.com

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Mesmo que não soe bem, lançar mão de poesias em blogs o tempo todo. pois não é esta a exacta função deste... porem esta semana fui convencido por uma serie de argumentos muito persuasivos. Em um deles comunicava sobre poesia ilustrada e poesia visual, similares porem muito diferentes. o texto que acompanha trata-se de uma poesia ilustrada... não pelo desenho ao fim da pagina, mas sim pelas sensações que acompanham a leitura. São idênticas aos sentires na rua. Informa e deforma.

Achei valido compartilhar esta.

A Flor e a Náusea

Preso à minha classe e a algumas roupas,
Vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo?
Posso, sem armas, revoltar-me'?

Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.
O tempo pobre, o poeta pobre
fundem-se no mesmo impasse.

Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase.

Vomitar esse tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.
Estão menos livres mas levam jornais
e soletram o mundo, sabendo que o perdem.

Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.

Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.

Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.

Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.

Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.

Drummond.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Visualinas - Drágeas animadas.



Uma serie criada apenas para descontrair.
Trata-se de 15 variações de esteriotipos destas "amigáveis" drágeas visualinas.





Sem contra indicações. Via visual.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Narcose Visual

Iniciando nossas atividades.
1 - Narcose é o nome dado à alteração do estado de consciência devido à intoxicação por determinadas substâncias, como os narcóticos.
2 - Visual (nem precisa falar). Olhos pensantes.

A Narcose Visual é o entorpecimento dos sentidos atravez da estimulação dos olhares atentos, liberando assim a visualina (pseudosubstancia), agindo de forma cordenada com outras substacias no organismo (dopamina ou adrenalina), provocando sensações variadas aos individuos, podendo levar a que façam o mesmo que o estimulou.
Visualina pode causar vertigem, ofuscação, carreira de policia, aumento da capacidade de visão sensitiva, dentre outros aspectos ainda estudados.

Em breve nos muros proximos de você... adquira, consuma e repasse. É de grátis.

P.s: estudo em andamento, este post pode ser alterado a qualquer momento. (alem disso eu precisava encher este espaço pra não ficar na ociosidade).